Montparnasse
Dominado pelos 210 metros da Torre Montparnasse, o bairro está repleto de lugares interessantes e atividades culturais de todos os gêneros.
O nome Montparnasse surgiu no século XVII. Foram os estudantes, expulsos de seu bairro Pré-aux-Clercs pela rainha Margot, que deram a este lugar selvagem o antigo nome do Monte Parnaso, residência sagrada de Apolo e suas musas. Eles o transformaram em seu domínio favorito e passaram a recitar seus versos ali. A partir da Revolução Francesa, multiplicaram-se os cafés e cabarés no limite da capital. Por volta de 1900, poetas e escritores de vanguarda se instalaram na margem esquerda do Sena, especialmente em Montparnasse, onde já estavam instalados Alfred Jarry e o douanier Rousseau. Ali chegaram Apollinaire, Max Jacob, Paul Fort, Modigliani, Soutine, Chagall, Léger, Hemingway, Stravinski, Satie, Picasso, Picabia, Kisling, Rilke, Maïakovski, Tzara, Man Ray, Duchamp, Cocteau, Aragon, Triolet e muitos outros. O Hotel Istria recebeu vários desses artistas, entre eles o emblemático casal Elsa Triolet e Louis Aragon. Saindo do hotel, o edifício do meio no número 31bis é uma maravilha da art déco realizada pelo arquiteto André Arfvidson, que assinou em 1910 uma das mais belas fachadas parisienses.
Nas proximidades do hotel, a Torre Montparnasse (que oferece uma vista grandiosa de Paris a partir do terraço), o Jardim Atlântico, um jardim suspenso que proporciona um passeio insólito sobre a estação de Montparnasse, o centro comercial que fica justo em frente, o Museu Bordelle para os amantes da escultura, a Place de Catalogne projetada por Ricardo Bofill, a Rue de la Gaieté com seus cabarés e teatros, sem esquecer, obviamente, o cemitério de Montparnasse, que se estende por 20 hectares e no qual descansam Sartre e Beauvoir, Baudelaire, Maupassant, Beckett, Ionesco, Soutine, Tzara, Bartholdi...


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